A LEI E O HOMEM

Aconteceu que Jesus, em um dia de sábado, atravessava as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Logo os fariseus O advertiram: “Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?” Mas Ele lhes respondeu: “Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição — os quais não era lícito comer senão aos sacerdotes — e deu também aos que estavam com ele? O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, o Filho do Homem é Senhor também do sábado.”

Podemos aplicar o mesmo princípio à lei? Podemos dizer que a lei foi estabelecida por causa do homem, e não o homem por causa da lei? Creio que sim. A lei existe em favor do homem, e não o contrário.

Quando a lei desconsidera o homem, para quem foi criada, perde o seu sentido e a sua razão de ser. A verdadeira função da lei é manter a ordem, proteger direitos e cobrar deveres. Ela deve valer para todos, e não apenas para alguns. A lei não pode ser manipulada por conveniência: se um adversário está amparado por ela, deve ser respeitado; se um amigo a descumpre, deve arcar com as consequências de seus atos.

Desde o Éden, Deus deixou claro o princípio da obediência: “Não comerás do fruto do conhecimento do bem e do mal; no dia em que dele comeres, certamente morrerás.” O homem quebrou a lei, e a satisfação dessa dívida foi cobrada. Mas o próprio Deus providenciou o pagamento, por meio do sacrifício substitutivo de Seu Filho amado. Cristo, que jamais transgrediu a lei, entregou-Se como fiador em favor daqueles que o Pai havia escolhido antes da fundação do mundo.

A lei é severa, mas Deus é gracioso. O homem foi desobediente, mas a graça foi maior do que a lei. De fato, a lei foi feita por causa do homem, e não o homem por causa da lei.

Louvado seja o nosso Deus, gracioso e misericordioso!

Rev. Mauro Sérgio Aiello


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